Ge Faz entrevista ao adilson tecnico do são paulo
Veja a entrevista abaixo
GLOBOESPORTE.COM - Nesta semana, você completará dois meses de São Paulo. Que balanço é possível fazer do seu trabalho até agora?Adilson Batista - É evidente que gostaria de estar em uma situação melhor do que a que estamos. Deixamos a desejar em algumas partidas, principalmente dentro de casa. É claro que é preciso considerar alguns fatores. Perdi jogadores machucados, suspensos, convocados. Não estou aqui reclamando ou justificando. Faz parte do trabalho e não sou só eu que convivo com isso. Mas deixamos alguns pontos escapar.
Você ainda está longe de ser uma unanimidade perante o torcedor. Como encara essa situação? O quanto isso atrapalha o seu trabalho?Não sou de sair muito, fico o tempo todo no CT. Mas, no pouco que saio, vejo são-paulinos me cumprimentando, me desejando sorte, me querendo bem, esperando que eu tenha uma identificação com o clube e que possa repetir o que fiz no Cruzeiro, já que os clubes têm estrutura parecida. Com os resultados, as coisas vão melhorar. Tenho consciência do que estou fazendo, estou respirando o clube, estou morando no CT e, com o tempo, vamos conquistar o resultado que estamos procurando.
Por que você resolveu morar no CT?Achei que era importante. Você chega, acompanha os dez jogos que a equipe havia feito até aqui no campeonato, vê imagens abertas de tudo que foi gravado, observa material dos atletas, vai a Cotia, acompanha a estrutura montada lá, faz coletivo com os juniores. No CT, posso interagir com a área médica, com a fisioterapia, com a preparação física. Acho que facilita demais o meu trabalho. Achei melhor ficar no CT. Era o que eu tinha de fazer mesmo. Logo mais, eu vou procurar um flat.
Tenho consciência do que estou fazendo"
Adilson Batista
Você disse acima que o torcedor espera que você repita o trabalho feito pelo Cruzeiro. Por que hoje as pessoas dividem o Adilson Batista treinador em duas fases? A primeira, ótima no Cruzeiro, e a segunda, com três passagens ruins por Corinthians, Santos e Atlético-PR?É preciso saber analisar as coisas. Meu trabalho não começou no Cruzeiro. No Mogi Mirim, fiz um campeonato com 65 times e perdi a decisão para o Etti Jundiaí, que era bancado pela Parmalat. Depois, fui para o América-RN, e lá fui campeão estadual. Na sequência, estive perto de subir para a Série A com o Avaí e salvei Grêmio e Paysandu do rebaixamento. Também fiz ótimo trabalho no Jubilo Iwata (JAP). No Cruzeiro, fiz grandes trabalhos. Só perdi um Mineiro quando o Vanderlei estava lá. Na Libertadores, fui um ano eliminado pelo São Paulo, outro pelo Boca e no terceiro fui vice-campeão perdendo para o Estudiantes. E agora tem gente que quer me julgar por três trabalhos? Não aceito que me julguem. Nesse momento, você escuta cada bobagem...
E por que ficou tão pouco tempo em cada um dos três times?Em um time (Corinthians), perdi inúmeros jogadores por lesão e Seleção. No outro (Santos), perdi apenas uma partida (para o Corinthians), vindo de uma viagem desgastante (o Peixe havia jogado contra o Deportivo Tachira na Venezuela, pela Libertadores) e não contei com quatro jogadores nessa partida, que estavam na Seleção. No Atlético-PR, fui porque sou atleticano, tenho cadeira no estádio e achei que poderia ajudar. Pela torcida que tem, eles estão devendo um grande time. Tentei fazer o meu melhor e não consegui. Mas não aceito que fiquem me julgando por isso.
Ficou alguma mágoa de Santos e Corinthians? Você não cita o nome dos times.O importante é que deixei as portas abertas. No jogo (do São Paulo) contra o Santos, o Pedro (diretor de futebol) me deu um abraço. O mesmo no Corinthians com o seu Mário Gobbi (ex-diretor de futebol). Eu sou um cara limpo, honesto, trabalhador. Quem não quer um cara assim? Às vezes dá certo, às vezes não dá.
No Corinthians, muitos dizem que você caiu porque não permitiu que os jogadores fumassem e jogassem baralho na concentração.Passado. Estou no São Paulo. Só estou respondendo porque vocês estão perguntando. O que me deixa feliz é que o meio me conforta. No jogo contra o Santos, todos os atletas vieram me cumprimentar. O mesmo aconteceu contra o Atlético-PR. Tenho respeito por todas as instituições. Eu não bato de frente com ninguém. Daqui a pouco vou conquistar algo no São Paulo e não vou mudar. Você escuta algumas coisas que precisa relevar, que é melhor dar risada.


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