Patrícia, a mulher de 35 milhões
O corredor algo estreito entre paredes foscas leva a uma antessala também estreita. Na pequena saleta, há apenas uma mesa, uma cadeira e uma porta cinzenta fechada. Acima da porta, uma lâmpada vermelha. Com a lâmpada acesa, ninguém pode entrar na sala que a porta protege. À direita da lâmpada, um porta-retratos pendurado na parede traz uma fotografia em que duas pessoas sorriem e seguram uma camisa rubro-negra: uma é o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. A outra trabalha atrás da porta cinzenta - a presidente do Clube de Regatas do Flamengo, Patrícia Amorim.A luz vermelha é a última linha de defesa de Patrícia Filler Amorim. Com ela acesa, ninguém pode abrir a porta e entrar no gabinete presidencial - uma sala grande com uma mesa de madeira, uma escrivaninha e uma estante. Patrícia se senta na escrivaninha, de costas para os janelões, instalados sobre roldanas, que separam o gabinete de uma varanda debruçada sobre o espelho d'água da Lagoa Rodrigo de Freitas. Protegida por corredores labirínticos e cercada por uma paisagem de cartão postal, Patrícia comanda o destino de 9 mil sócios... e os sonhos de 35 milhões de torcedores.

0 comentários:
Postar um comentário